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Jornal Folha Cidade | 19 de novembro de 2017.

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Um Comentário

Atrasos e situações precárias dos coletivos causam transtornos à população

Atrasos e situações precárias dos coletivos causam transtornos à população
Da redação

Moradores dos bairros mais afastados da cidade como, cinturão verde, porto, praia e até mesmo C.D.H.U e Novo Horizonte, estão sofrendo com problemas dos ônibus coletivos, que estão constantemente quebrados ou em estados precários, acarretando em longas esperas nos pontos e em muitos casos, a condução nem passa, deixando ‘na mão’ usuários que necessitam do serviço.

O Jornal Folha cidade conversou com pessoas que dependem do serviço diariamente para ir ao trabalho e ouviu diferentes pontos de vista dos usuários. Como no caso da Maria José, conhecida pelos amigos e família como ‘Preta’. Ela que é residente no Porto e trabalha de segunda a sexta na zona sul da cidade, depende do serviço constantemente, e, perguntado sobre o mesmo, Preta deu como exemplo, a semana passada, onde no mínimo, dois dias da semana o ônibus não passou.

“Não posso contar com o ônibus para trabalhar. Só na semana passada, houve dois dias em que o coletivo não passou, na segunda-feira passada (15), fiquei até as 18h30 esperando, porém ele não passou, tive que pedir ao meu pai para me buscar. Os atrasos são constantes, além disso, a situação é precária, ficamos até com medo de andar, medo de acontecer algum acidente. Quando era pago (o serviço), não tínhamos problema, ônibus em boas condições e o horário era seguido direito.” desabafa Preta.

Para Dona Mara Rosa Rodrigues de 55 anos, é complicada a situação em que se encontram os coletivos. Ela faz curso no ‘CRIIS’ (Clube Recreativo dos Idosos de Ilha Solteira) no período da manhã e trabalha na zona sul da cidade à tarde e depende do uso dos coletivos constantemente. Contudo, atrasos e problemas com veículos quebrados têm sido constantes e muitas vezes, para evitar atrasos, Dona Mara vai a pé, ou em casos de maior urgência, tem que de taxi, uma vez que, se não der tempo de terminar o serviço, ela tem que voltar outro dia.

“Os atrasos são frequentes, há algumas semanas, ele ficou uns três dias alternados sem ‘passar’. Quando atrasa, tenho de ir a pé e fico até mais tarde passando roupa, senão, tenho que voltar no outro dia e terminar o serviço. Por conta disso, quando preciso ir com urgência, acabo tendo que ir de taxi”, Afirma Dona Mara.

Entenda o caso – Com a quebra de concessão da empresa Transmassei, a Prefeitura Municipal de Ilha Solteira voltou a realizar serviço de transporte coletivo gratuito no município. Porém, as constantes quebras de ônibus têm afetado o funcionamento dos serviços, causando transtornos à população.

O prefeito Bento Carlos Sgarboza explicou à Redação como foi a quebra desse processo.

“Nós tínhamos um modelo terceirizado do serviço, porém tivemos alguns questionamentos judiciais, em função da concessão que estava ocorrendo (Transmassei) e fomos obrigados judicialmente a cancelar e fazer uma nova contratação Só que nós fizemos essa contratação quando nós entramos. Fizemos o edital, fizemos a concorrência, mas houve vários questionamentos dos próprios participantes que ainda estão sendo julgados e nós não conseguimos até agora resolver esses problemas jurídicos. Com isso, acabamos tendo que fazer o atendimento através da própria prefeitura, e que estamos vendo a possibilidade de retomar aquele edital pra que a gente possa fazer uma concessão de uso com uma empresa onde a prefeitura subsidiaria uma parte”.

Em relação à ação judicial, Prefeito Bento afirma que a denúncia foi feita pela própria Transmassei por ter questionamentos em função da concessão. Em primeira instancia, ganho de causa foi a favor da prefeitura, podendo fazer uma nova liminar determinando uma nova concorrência no município. Contudo, ação está sendo discutida em uma instância superior e pode ser que empresa ganhe nessa instância e volte a realizar serviço na cidade.

Ainda segundo o prefeito, ação judicial que obrigou prefeitura e empresa a romper contrato, deixou setor com dificuldades, uma vez que a Transmassei teria um longo prazo na sua concessão, a prefeitura teria investido ao longo de 2013 até hoje, na compra de 12 novos ônibus. Sendo 09 para Educação e 02 para a Saúde, também 01 para ‘Centro Dia’, 02 ambulâncias destinadas a Saúde, 01 Van para transporte de doentes e 01 viatura de‘resgate’ para o Corpo de Bombeiros.

“Se tem algum problema localizado e de vez em quando surge, nós tentamos contornar dentro da disponibilidade da prefeitura. Como estávamos terceirizados, nós não nos equipamos para isso. Portanto, como tinha essa concessão (do transporte coletivo), para nós estava mais tranqüilo”, Explica o prefeito.

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