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Jornal Folha Cidade | 25 de setembro de 2017.

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Empresa de Ilha Solteira fecha as portas e proprietário foge da cidade

Rafael Martins - Editor Chefe

Funcionários da fábrica de panelas Alupan, localizada na Avenida Marginal Oeste em Ilha Solteira, ficaram desempregados depois que o proprietário da empresa fechou as portas e fugiu do município.

De acordo com o boletim de ocorrência cerca de vinte e cinco funcionários foram dispensados por Adauto Dias Sobrinho, proprietário da fábrica, no dia 07 deste mês. O empresário alegou no ato da dispensa que por falta de matéria prima para a fabricação das panelas, os funcionários poderiam aguardar em casa, até que o material chegasse.

Transcorrido quase uma semana, os funcionários receberam um telefonema do escritório da empresa, os informando que haviam sido demitidos e que no dia 12 deste mês poderiam ir até o escritório contábil que representa a  Alupan, para reincidir o contrato e receber o acerto. Entretanto, chegando ao local no dia combinado, nenhum funcionário do escritório contábil tinha conhecimento sobre a dispensa dos trabalhadores. Ao tentarem entrar em contato com Adauto, ou qualquer outro responsável pela fábrica, ninguém foi encontrado.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, os funcionários se dirigiram até o barracão da fábrica na Avenida Marginal Oeste, o encontrando fechado.  Segundo Alessandro Magno de Oliveira, no dia 08, ele se dirigiu até a fábrica, onde viu o proprietário da empresa fazendo a retirada do maquinário, alegando que era para manutenção enquanto a matéria prima não chegava.

Os funcionários tentaram ainda entrar em contato com Adauto, porém sem sucesso, optando por fazerem o boletim de ocorrência e acionarem a justiça sobre o caso.

Segundo informações de alguns funcionários, há pelo menos três meses, o pagamento era efetuado por parcelas, nunca no valor total. Horas extras eram pagas, mas no mesmo regime de parcelamento. Além disso, os mesmos não possuíam os EPIs – Equipamentos de Segurança necessários e exigidos por lei.

O barracão onde a fábrica funcionava não possui janelas suficientes, nem sistema de refrigeração, além dos banheiros também não possuírem trancas nas portas.

Segundo informou um dos advogados que têm representado os trabalhadores, muito deles não tiveram totalmente ou parcialmente o FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, INSS – Instituto Nacional do Seguro Social, e outros impostos recolhidos e depositados. Além disso, a maioria estava com o registro trabalhista irregular e há casos em que os documentos dos mesmos ficaram retidos com o empresário, caracterizando crimes trabalhistas.

Os meios legais cabíveis já foram tomados para que pelo menos o FGTS possa ser sacado pelos funcionários, para se garantirem financeiramente nesse primeiro momento, até que Adauto Dias Sobrinho seja localizado e responda judicialmente pelos crimes no qual está sendo acusado.

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