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Jornal Folha Cidade | 19 de novembro de 2017.

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Entrevista: Eduardo Vasconcelos

Entrevista: Eduardo Vasconcelos
Da redação

Assessor da Juventude na prefeitura de Ilha Solteira, Eduardo fala sobre metas para 2014, além de ações sociais que garantem espaço e igualdade aos jovens

“Queremos que o jovem tenha voz!”

Atualmente à frente da Assessoria da Juventude – setor da prefeitura municipal de Ilha Solteira – Eduardo Vasconcelos, 45, tem um longo histórico de atuações bem sucedidas em órgãos públicos da cidade. Trabalhou como assessor na Câmara Municipal e no CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente); por três anos foi conselheiro tutelar e há seis integra o quadro de funcionários da prefeitura – em função conciliada, “com muito suor e satisfação”, com a carreira de professor da UNIESP. Lidando diretamente com assuntos relacionados a vida dos jovens há cerca de um ano, Eduardo luta hoje para consolidar o Conselho Municipal da Juventude na cidade e, de alguma forma, colaborar para que aqueles que representam “o futuro de Ilha Solteira” tenham vez e voz. Em entrevista a Folha Cidade, ele fala sobre metas, projetos sociais e os próximos passos da Assessoria em 2014.

Folha Cidade: Quais as funções da Assessoria e do Conselho Municipal da Juventude?

Eduardo: A assessoria tem entre as principais atribuições a articulação com as demais Secretarias do Governo, especialmente no que diz respeito à prevenção de situações problemáticas que envolvam adolescentes. Isto é feito incentivando políticas específicas, divulgando e fortalecendo a organização e a participação dos adolescentes e jovens nas decisões da cidade. Já o Conselho Municipal da Juventude tem, entre suas atribuições, a função de auxiliar os gestores na implantação de políticas públicas direcionadas à juventude, inserindo o jovem no processo político de elaboração dessas ações, além de buscar maior conscientização dele quanto aos problemas enfrentados no dia a dia.

Folha Cidade: Em que fase está a consolidação do Conselho?

Eduardo: O Conselho da Juventude foi regulamentado pela Lei nº 2.044, ainda no mandato do Dr Dilson César. Mas desde então ficou “engavetada”. No ano passado pedimos a revisão da lei na Câmara Municipal e todos os vereadores foram atenciosos com a causa. A lei foi atualizada e promulgada pelo prefeito Bento no dia 30 de outubro de 2013. Agora abriremos eleições para escolher os representantes que integrarão o Conselho Municipal.

Folha Cidade: Serão quantos representantes e de quais setores?

Eduardo: Serão 20 ao todo, sendo 10 da sociedade civil, eleitos por voto popular, e 10 representantes do poder público indicados pela prefeitura municipal.

Folha Cidade: A eleição está prevista para quando?

Eduardo: Os candidatos poderão se inscrever até dia 21 de fevereiro e a eleição está prevista para o dia 28 de março. Podem votar todos os jovens a partir de 15 anos.

Folha Cidade: Além das eleições para consolidar o Conselho Municipal, quais ações vêm sendo feitas na Assessoria da Juventude?

Eduardo: De novidade, temos a realização da “Pesquisa da Juventude de Ilha Solteira”, que é um questionário com 52 perguntas sobre temas variados. Queremos saber o que os jovens pensam sobre saúde, sexualidade, educação, lazer, política, entre outros assuntos. O questionário será aplicado nas escolas e partir dele serão levantados dados determinantes para orientar investimentos, ações e políticas públicas voltadas especificamente para a juventude. Queremos saber quem é e o que quer o jovem ilhense. Queremos que o jovem tenha voz.

Folha Cidade: Como surgiu a idéia de realizar a pesquisa?

Eduardo: Primeiramente levantamos dados populacionais nesta faixa etária de 15 a 29 anos. Hoje, Ilha Solteira tem 5.949 jovens residentes e mais 3.300 chamados de ‘flutuantes’, que são os universitários que vêm de fora para estudar na Unesp (Universidade Estadual Paulista). Com isso, nossa população jovem é de 9.249 pessoas. Este número expressivo me chamou muito a atenção, especialmente pela necessidade de criar políticas públicas específicas que proporcionem mais qualidade de vida nessa faixa etária, quando eles estão em pleno desenvolvimento. Mas para criar políticas públicas adequadas era necessário, antes de tudo, ouvir a opinião dos mais interessados. O meio mais simples foi questioná-los. A pesquisa será feita em breve, em parceria com as escolas.

Folha Cidade: Alguma cidade da região tem uma política para juventude que seja de referência?

Eduardo: Recentemente estivemos em Presidente Prudente (SP), considerado um município muito avançado neste setor de políticas para juventude. Criando um espaço físico para o Conselho Municipal, totalmente adequado a realidade dos jovens, eles conseguiram se aproximar da população e se tornar um intermediário entre a sociedade e o poder público. As melhorias foram muitas, na qualidade de vida dos jovens, na educação, na consciência política, na redução da criminalidade e na diminuição do uso de drogas. É o fortalecimento das ações de prevenção que dá resultado.

Folha Cidade: O que é fundamental para ‘trazer essa realidade’ para Ilha Solteira?

Eduardo: Muito vêm sendo feito e vemos que neste ano avançaremos muito, consolidando o Conselho Municipal e aprimorando um trabalho que já é feito com muito sucesso por meio dos projetos sociais que a prefeitura mantém em Ilha Solteira. São cerca de 14 projetos fixos, que funcionam o ano todo, e alguns desenvolvidos esporadicamente atendendo aos calendários de eventos das secretarias. Todos envolvendo os jovens. Acredito que o fundamental para continuar melhorando é unir esforços, fortalecer parcerias e buscar essa proximidade com a juventude, passando o ideal de que acima de tudo é preciso respeitar a si mesmo e o próximo e valorizar a vida.

Perfil

Eduardo Vasconcelos

Idade: 45
Naturalidade: Três Lagoas (MS)
Estado Civil: Casado
Filhas: Júlia (5 anos) e Sofia (15 anos)
Formação: Graduado em Pedagogia, especialista Psicopedagogia e pós graduado em Neuropedagogia
Curiosidade: “Fui jogador de futebol profissional durante 17 anos. No decorrer da minha carreira no esporte, joguei em oito clubes, entre eles a Sociedade Esportiva Palmeiras”

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